jeudi 6 mars 2014
mercredi 5 mars 2014
À Camille Claudel
À noite,
violentos vermelhos
sonham...
(Rodin!)
o devaneio dança
a lança aponta
o próprio peito
(Rodin!)
o mar invade a sala
mármore-lava
mneumónica
(Rodin!)
a espera trágica
a pedra prepara
em tuas retinas:
Rodin!
lundi 3 mars 2014
A gota d'água desaba teu rosto na fotografia
Na vida rasgada do outro lado que nunca virava de si para o mundo, morava uma batucada que, às vezes, lembrava de ser. E pedia pôr do sol. Ver o poente era como um filme da história deles, metafórico. Ela continuava bamba pelo fio da estrada apagado pela luz. E a batucada logo rebentava outra vez. Mas o barulho cansado de tanto talvez, um dia, se desfez no corpo do silêncio.
[Tocou o despertador, vários palhaços a minha volta me olhavam, queriam me dizer uma palavra feita de silêncio, mas que brilhava. Apertei o nariz amarelo do primeiro que tentou me levantar do sono e me virei e revirei na cama, no sonho sonhei que vários palhaços me acordavam com tambor e acordeão, apertei o nariz azul do primeiro que tentou me levantar do sono e me virei e revirei na cama, no sonho sonhei que vários palhaços tentaram me acordar buzinando em seus triciclos e eu sonâmbula abri os olhos bem forte, daquela maneira que só podemos abrir em sonhos, e desequilibrando meu coração em cima da cabeça, em cima da saudade, em cima do sorriso, com eles parti...]
[Tocou o despertador, vários palhaços a minha volta me olhavam, queriam me dizer uma palavra feita de silêncio, mas que brilhava. Apertei o nariz amarelo do primeiro que tentou me levantar do sono e me virei e revirei na cama, no sonho sonhei que vários palhaços me acordavam com tambor e acordeão, apertei o nariz azul do primeiro que tentou me levantar do sono e me virei e revirei na cama, no sonho sonhei que vários palhaços tentaram me acordar buzinando em seus triciclos e eu sonâmbula abri os olhos bem forte, daquela maneira que só podemos abrir em sonhos, e desequilibrando meu coração em cima da cabeça, em cima da saudade, em cima do sorriso, com eles parti...]
dimanche 23 février 2014
brancos
os brancos entre sua boca
ainda estavam lá
os brancos entre sua boca
Pareciam se espalhar...
como uma doença
os olhos abertos de ausências...
samedi 15 février 2014
vendredi 31 janvier 2014
vendredi 24 janvier 2014
órbita
os aeroportos sabem ,
as formigas também,
Encontrei o alguém
(do Sonho)
as palavras embolaram entre meus medos,
mas ele sorriu, não correu de desespero,
a espera estalou dentro dos sonhos
o querer que eu seja dele,
até os besouros sabiam,
naquele dia,
o amor se abria...
anestesia
anestesia
a antiga agonia,
esfria.
a razão costura
os fios retos
entre teus restos
(quem serei eu ao despertar do outro dia?)
(quem serei eu ao despertar do outro dia?)
jeudi 23 janvier 2014
Caos
[Teu dedo me perfurou,
girou azuis...]
Talvez, você não saiba
[a porra do caos!]
o teu abrir em mim,
machucou
Dormente no ainda,
petrificada da certeza
do Nunca
a certeza silenciada,
violenta e cega,
[nos] seca.
desvio
o amor esticou a paciência
não era ciência,
Bergson,
razão,
talvez, você não compreenda
espio meus tortos,
tanta curva e arrepio
não conseguiria caber
num coração tão medido,
o caminho se desvia,
meus vermelhos riscam
outros sonhos longínquos,
despida de ti,
sigo.
dimanche 12 janvier 2014
Poeira
Entre os cílios que se abrem,lentamente, pequenos botões amarelos, múltiplos sóis a me amanhecer. Como faria com tanta fagulha de vida a espetar a alma, abrir cada mágoa a ser perdão? Tuas palavras me giravam em luz, tuas palavras de amor espalhadas pela cidade, tocavam uma melodia que desabrochava o chão.
[Por muito tempo busquei um quê de vento no girassol, busquei o girar no girassol, o sol no girassol. Hoje, quero o girassol no girassol, a anti-metáfora, o mundo simples.]
vendredi 3 janvier 2014
Cartas guardadas
Desculpa "colocar uma expressão de infinito", como diria o Van Gogh, na nossa história. Você sabe que sou sonhadora e desato amarras que prendam meu corpo na matéria, flutuo sobre o que não existe, com as janelas invadidas de pássaros, teus. Eu queria gostar menos de você, mas demoro, descobri que também sou paquidérmica! Só que para deixar de amar pessoas, será isso possível? não, o que deve acontecer é como alquimia, me misturo de outras ruas, outros passos, outras nuvens e os teus sons abafados pelas invenções de outros sonhos, podem assim desafinar dentro de minhas cordas, só que ainda estão lá, mesmo desafinados, ainda me tocam. E se é tão difícil, para que esquecer? as águas, ainda que, às vezes, violentas, me revigoram, no sentimento que pulsa dessas águas ainda agitadas (mas verdadeiras), consigo me ver pedaço por pedaço espalhada na espuma e, quando me abraça com alguma palavra de carinho,as águas,enfim, se acalmam e me vejo inteira...
[Este é o primeiro dia que não nos falamos depois de te encontrar dentro de mim, fecho os cílios que desaguam, os ventos se dobram em infinitos véus que te cubro, não quero mais a nitidez do teu corpo na memória, quero Lethes, afundar nas águas do esquecimento. Busquei os alicerces do amor espiritual e da doação que são verdadeiros, mas, ao final do dia, minha solidão encara tua saudade e a certeza que eu sabia que seria assim.]
lundi 30 décembre 2013
mercredi 11 décembre 2013
ensino para sensibilidade
O ensino para sensibilidade possibilita a descoberta da espiritualidade do ser.
mercredi 20 novembre 2013
samedi 12 octobre 2013
passarinho me contou...
Na janela do meu quarto,
cantando uma ópera segundo as formigas
(olhando a partitura escrita com grãos de açúcar)
Submarino
A entrega ao afeto, para ser azul de talvez num
mundo relojoeiro, a luz do sol ainda cáustica, manto de amor que se doa para
que se possa sentir em profundidade, os cílios aguam da falta que não se
dissolve. Meus pés vão azulejando, des-ser, a angústia cubista na iminência de,
enxergo teus riscos em meus ocos, como são demorados e pesados, tocam aquilo
que nunca pude ouvir. A parte secreta do branco, pupilas no escuro dizem do
tempo para Ser. Os sonhos aflingem...
samedi 28 septembre 2013
O sonho dos objetos
No canto da memória,
Duas crianças brincam
de isopor que brota do cabelo
dedos,
olhos,
joelhos,
corpo inteiro!
De tal maneira que se fez frio...
Nesse momento, riram,riram,riram...
inclusive o isopor com seus infinitos dentes de sal.
Nunca imaginamos como risada de isopor era estridente,
até as paredes se espreguiçaram, foram sol
A Felicidade alarga mesmo.
Dentes de sal nas crianças de tinta...
caindo
serenos
flocos de silêncios
frios
frios
Algo se riscou dentro daquela frágil pele...
Sim,os objetos sonham!
As crianças me fizeram descobrir:
O sonho do isopor era ser neve.
mercredi 11 septembre 2013
vendredi 30 août 2013
jeudi 15 août 2013
Des-ser
o estalar dos ossos
contra o muro vivo
água aberta
Ressaca
estatuados olhos
avenidas e semáforos
de pressa
Des-ser...
mardi 13 août 2013
jeudi 18 juillet 2013
dimanche 14 juillet 2013
caixa de entrada
Entrar numa palavra forte
é como entrar num rio forte.
Te abre, deforma, arrasta
para os estranhos quandos
sonhados por fortes águas...
é como entrar num rio forte.
Te abre, deforma, arrasta
para os estranhos quandos
sonhados por fortes águas...
As propriedades do tecido transparente...
Quando as árvores, daqui de casa,
se transparenciaram
(uma estação nova, ainda não descoberta pelos cientistas)
ficaram mais fortes, aos meus olhos, do que antes.
Era impossível entrar em casa,
sem esbarrar em raízes,
sem ouvir suas folhas...
Toda de tecido transparente
se estendia
por meu quarto
por meus quartos, os de dentro
uns que você passeia, as vezes,
em palavras, aqui, dentro dessa estranha máquina...
De tecido transparente, o poema
(silenciado)
também se espalha
por cima da tinta das outras palavras...
se transparenciaram
(uma estação nova, ainda não descoberta pelos cientistas)
ficaram mais fortes, aos meus olhos, do que antes.
Era impossível entrar em casa,
sem esbarrar em raízes,
sem ouvir suas folhas...
Toda de tecido transparente
se estendia
por meu quarto
por meus quartos, os de dentro
uns que você passeia, as vezes,
em palavras, aqui, dentro dessa estranha máquina...
De tecido transparente, o poema
(silenciado)
também se espalha
por cima da tinta das outras palavras...
jeudi 11 juillet 2013
D. Maricotinha
À pedido da minha Professora linda Anabelle, finalmente, a primeira tentativa de ilustrar D. Maricotinha!
vendredi 5 juillet 2013
A infância do Traço
I.
Os delírios
do desenho- palavra: mergulhados no esboço daquele rio...
“Porque o desenho
é, por natureza, um fato aberto. Se é certo que objetivamente ele é também um
fenômeno material, ele o é apenas como uma palavra escrita.”
ANDRADE,
Mário, Do desenho[1]
Pensar
a infância do traço nos lança, entre águas e sonhos, num movimento de
compreensão do caráter antiplástico do desenho, como Mário de Andrade nos
aponta. Para tanto, surge a comparação com a palavra, tanto no que se refere à
materialidade do significante, quanto ao que se refere à abertura plurissignificativa
semântica. Neste sentido, Manoel de Barros nos diz da infância da palavra. Na
lógica desta desaprendizagem poética do mundo tal qual um enunciado racional e
estático: “O sol tem três letras/ O inseto é maior./Porque o inseto tem
seis letras e o sol tem três./ Logo o inseto é maior.” (BARROS, Manoel de [2]). A
palavra “inseto” compreendida pelo significante se torna maior que a palavra
“sol”, afinal, possui seis letras, enquanto sol apenas três. Desta forma,
nestes versos, a palavra, numa das possíveis leituras, esvaziada de seu sentido
semântico, inaugura um ‘olhar fontana’, esse olhar de fonte que Manoel também nos
conta. Mas sabemos que, no que se refere ao caráter semântico, a palavra ‘sol’,
assim como ‘inseto’, quando escritas no papel, ultrapassam sua materialidade
física, queimam e zumbem, respectivamente, no devaneio do sonhador que as lê.
Da mesma maneira, o desenho, assim como a palavra, também irrompe para além de
suas bordas físicas, o traço de um rio flui para fora do papel, molha os dedos
do sonhador que o observa e deságua na circulação dos corpos, numa redondeza do
ser do homem e do ser do mundo, como diz Bachelard [3].
Para além de possíveis dicotomias, a infância do desenho e da palavra nos
possibilita experienciar o encontro, a dialética entre o significante e
significado, partes do mesmo ser. De
maneira análoga, podemos pensar o diálogo entre corpo-alma, poema- poesia,
papel-desenho, entre outros.
“A água corria
pelos seus pés agora descalços, rosnando entre seus dedos, escapulindo clara
clara como um bicho transparente. Transparente e vivo...”
LISPECTOR,
Clarice, Perto do Coração Selvagem [4]
Ainda
mergulhados no esboço daquele rio, como sonhadores que somos, compreendemos que
as águas dos desenhos-palavras são incessantes fluxos de morte-vida, rio de
Heráclito. Este bicho transparente e vivo, como diz Clarice, manifesta,
especialmente nas linguagens artísticas, o encontro entre a imensidão íntima do
ser do homem e a infinitude do ser do mundo. Neste movimento de criação, as águas
dos artistas somente alcançam para além das paredes do espectador-leitor, se
escapulirem da sua verdade. Afinal, como Alberto Manguel, no seu livro Lendo
imagens, nos diz “...as imagens, assim como palavras, são a matéria de
que somos feitos.” [5].
É nesse sentido que a infância do traço liberta o criador para além do estigma
do desenho realista ―
de maneira geral, eleito como paradigma da sabedoria de desenhar ― e nos lança nas suas águas
profundas e poéticas. Para além de dicotomias de julgamentos como desenhos
‘belos’ e ‘feios’, as águas profundas do sonhador-artista, expressas através da
arte, nos deságuam na descoberta do mundo. Apenas imersos neste espaço do
espanto inaugural, os traços sonham.
II.
Dentro
da casa que vive no sonho, abro a janela...
“Aprendi com Rômulo Quiroga (um pintor
boliviano)[6]:
A expressão reta não sonha.
Não use o traço acostumado.
(...)
O olho vê , a lembrança revê, e a imaginação
transvê.
É preciso transver o mundo.
Isto seja:
Deus deu a forma. Os artistas desformam.
É preciso desformar o mundo:
Tirar da natureza as naturalidades.
Fazer cavalo verde, por exemplo.
Fazer noiva camponesa voar – como em
Chagall.”
(BARROS, Manoel de ) [7]
“Vermelhos secos”, sépia, conté-branco e
aquarela sob papel jornal, processo de ilustração feita a partir da observação
de modelos vivos, na aula de Desenho I, da professora Marina de Menezes.
“As
janelas que não existem invadidas de pássaros, teus.” , sépia, conte-branco e
aquarela sob papel jornal, processo de ilustração verbo-visual proposto na aula
de Desenho I, da professora Marina de Menezes.
Tinha conversado com a minha Professora
Marina de Menezes na tarde que retomei essas propostas de ilustração. Não sei
por qual motivo me vi tentando encontrar a tal expressão reta que não sonha,
como Manoel em seus versos nos conta. Tarefa
que tornava o esboço do rio, um objeto de observação, apenas. Não há problema
na observação, é parte importante do processo da criação. Mas não se pode
finalizar um desenho (se é que se pode dizer que existem desenhos
finalizados...) sem o criador atravessar suas águas profundas e deixá-las, de
alguma maneira, respingar em seus traços. Em busca dos traços que sonham,
incentivados pela Marina e Manoel, retomei, sem medos, os esboços das
propostas.
“As janelas que não existem invadidas de
pássaros, teus.”, tenta ir de encontro a uma proposta de criação verbo-visual.
Nas minhas águas, os vermelhos simbolizam os pássaros que invadem as nossas
janelas que não existem, sejam estas o coração, os sentimentos, entre outras
possibilidades. O embaçado corpo da figura feminina treme entre palavras, como
num sonho. Numa das possíveis leituras, o seu coração se junta ao traço simples
que acompanha seu braço e quadril. Assim, no devaneio do sonhador, forma a
possibilidade esboçada de um outro corpo a invadir, subitamente, a dançarina, como os
pássaros.
“Vermelhos
secos” me emocionou antes de existir no papel, pelo simples gestos de amor
entre os corpos dos modelos vivos, algo se moveu dentro de mim. O esboço rápido
de 7 minutos foi um registro deste gesto de amor. Quando escolhi esse desenho
para retomar o processo de criação, esse sentimento irrompeu meu olhar, um
história se criou entre os dois. No meu sonho, dentro do desenho, os amantes conversam
silêncios brancos, enquanto os vermelhos secos queimam seus corpos...
“Tudo isso só
existia em sua imaginação; mas bastava para que essas pequenas posses
quiméricas adquirissem realidade aos seus olhos.”
BACHELARD, Gaston, A poética do espaço [8]
Referências bibliográficas
ANDRADE, Mário, Do desenho, Editora Itatiaia, Belo Horizonte, 1984
BACHELARD, Gaston, A poética do Espaço, Ed. Martins Fontes,
2ªed., São Paulo, 2008
BARROS, Manoel de, Histórias da unha do dedão do pé do fim do mundo in http://www.youtube.com/watch?v=a-HDwM3jebY
(acessado em 04/07/2013)
BARROS, Manoel de, trecho do poema As lições de R.Q., Livro sobre
Nada, Ed. Record, 1996
DERDYK, Edith, Formas de pensar o
desenho, Ed. Scipione, São Paulo, 2004.
LISPECTOR, Clarice, Perto do Coração Selvagem, Ed. Francisco
Alves, 14ª ed., Rio de Janeiro, 1990
MANGUEL, Alberto, Lendo imagens, Companhia das Letras, 6ª
reimpressão, São Paulo, 2011
[1] ANDRADE, Mário, Do desenho,
Editora Itatiaia, Belo Horizonte, 1984, pág. 66
[2] BARROS, Manoel de, vídeo- poético
Histórias da unha do dedão do pé do fim
do mundo
[3] BACHELARD, Gaston, A poética do
Espaço, Ed. Martins Fontes, 2ªed., São Paulo, 2008, págs. 235-242
[4] LISPECTOR, Clarice, Perto do
Coração Selvagem, Ed. Francisco Alves, 14ª ed., Rio de Janeiro, 1990, pág.
48
[5] MANGUEL, Alberto, Lendo imagens,
Companhia das Letras, 6ª reimpressão, São Paulo, 2011, pág.21
[6]
“Nota: Um tempo antes de conhecer Picasso, eu
tinha visto na aldeia boliviana de Chiquitos, perto de Corumbá, uma pintura
meio primitiva de Rômulo Quiroga. Era um artista iluminado e um ser obscuro.
Ele mesmo inventava as suas tintas. Trazia dos cerrados: seiva de casca de
angico (era seu vermelho); clados de lagartas (era o seu verde); polpa de
jatobá maduro (era o seu amarelo). Usava pocas de piranha derretidas para dar
liga aos seus pigmentos. Pintava sobre sacos de aniagem. Mostrou-me um ancião
de cara verde que havia pintado. Eu disse: mas verde não é a cor da esperança?
Como pode estar no rosto de ancião? A minha cor é psíquica – ele disse. E as
formas incorporantes. Lembrei que Picasso depois de ver as formas bisônticas na
África, rompeu com as formas naturais, com os efeitos de luz natural, com os
conceitos de espaço e de perspectiva, etc etc. E depois quebrou planos, ao lado
de Braque, propôs a simultaneidade das visões, a cor psíquica e as formas
incorporantes. Agora penso em Rômulo
Quiroga. Ele foi apenas e só uma paz na
terra. Mas eu vi latejar rudemente nos seus traços milagres de Klee. Salvo não
seja.” (BARROS,
Manoel de, trecho do poema As lições de R.Q., Livro sobre Nada, Ed.
Record, 1996, pág. 74)
[7] BARROS, Manoel de, trecho do poema As lições de R.Q., Livro sobre
Nada, Ed. Record, 1996, pág. 75
[8] BACHELARD, Gaston, A poética do Espaço, Ed. Martins Fontes, 2ªed., São
Paulo, 2008, pág. 75
mercredi 3 juillet 2013
Sala vermelha
(Ilustração :aula de desenho hoje , professora Marina)
Entre as mãos aflitas,
fujo com fios de cabelos,
teus.
De olhos fechados,
entre tuas paredes,
entro.
Ruídos confusos,
dentre teus entres,
Tua voz me tateia,
nua
me deito sob tuas palavras
Solar,
descubro teus silêncios,
secos vermelhos à espera de
Do fio de cabelo guardado,
pássaros escapam,
Quentes águas
dentro de mim
passam...
dimanche 30 juin 2013
Lobo mau
Lobo mau,
Antes,
me abra pelo verbo.
Apenas entregues
às águas das palavras,
meu corpo, abra.
(pÉ.S.: amei tentar a experimentação da ilustração com pedaço de jornal! rs)
pequeno chá para cartolas
Dizia que era mágico,
pássaros brotavam
dos nossos cabelos,
voo súbito
ao que desconheço...
As ruas abertas
nossos vestígios
vermelhos
ardência que dói
Um dia,
Alacazan!:
Alacazan!:
ceguei.
"Você quer reverter?"
Ele perguntou
Eu disse
"Pra quê?"
Então,
Tirou da cartola
a palavra Rosa
Desde lá,
Dentro dela,
moramos.
Dentro dela,
moramos.
samedi 22 juin 2013
espirro
De um espirro,
Josefa nasceu:
Depois disso,
Alberto já nem pisca
De tanto suspiro...
O que será que vai acontecer?
rs
Entre águas e sonhos...
Entre as águas e sonhos de Chagall....
Aquarela inspirada em Chagall, ficou assim (rs):
Agora antes de aquarelar, só com o lápis de cor...tarãn:
lundi 17 juin 2013
Memória
Exercício da aula da Marina, tema memória a partir de uma fotografia de autoria própria... deu nisso! rs
samedi 15 juin 2013
Autorretrato livre
Proposta de Autorretrato livre, a ideia é que deixasse transpassar um pouco da personalidade também! Não parece eu,mas ok rsrsrs
A princesa pediu uma foto só dela... pronto,princesa!rs
agora uma foto todos juntos!! rsrs
jeudi 13 juin 2013
mercredi 12 juin 2013
Sanguínea
Lápis sanguínea
Teu corpo, palavra,
diz sangue,
Mas
Teu traço, de outono,
exangue...
Quando
tua ponta sangra,
sombra,
sombra,
sombra,
a fecundar,
no papel,
meu olhar...
Teu corpo, palavra,
diz sangue,
Mas
Teu traço, de outono,
exangue...
Quando
tua ponta sangra,
sombra,
sombra,
sombra,
a fecundar,
no papel,
meu olhar...
vendredi 7 juin 2013
jeudi 11 avril 2013
mardi 9 avril 2013
Ao bibelô
Criança-bela,
tuas mãos transparentes,
me alcançam...
são asas
- as verdadeiras.
( na madrugada de abril)
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